"NÃO PISE NA DAMA" e suas possibilidades de existência. Transformações poéticas e políticas do feminino, através da reperformance



Maria Carolina de Hollanda Cavalcanti Piñeiro (Carol Piñeiro) [1]

RESUMO

O artigo traz algumas das experiências vividas na intervenção urbana “Não Pise na Dama” (2016) fruto dos estudos em reperformance da obra autoral “Não Pise na Dama” que integra o projeto de mestrado “Pina, Marina em Carolina”(2015/2016), realizada primeiramente em outubro de 2015 na cidade de Bogotá, Colômbia dentro do “Encuentro Latino Americano de Pesquisadores del Cuerpo, Corporalidad y las Culturas” e posteriormente em dezembro de 2016 na cidade de Natal (RN) integrando o projeto aprovado no “Fundo de Incentivo a Cultura – FIC 2015”. Neste artigo além de alguns registros da intervenção urbana e do workshop de “Reperformance e Feminismo” ministrado para mulheres trans, cis e pessoas não binárias, também trago alguns relatos sobre a experiência de perceber a transformação política da obra, no ato de revisitá-la.

PALAVRAS CHAVE: Reperformance, política, transformação, feminino.

ABSTRACT

The article presents some of the experiences of the urban intervention "Não Pise na Dama” (2016) fruit of the studies in reperformance of the author's work "Não Pise na Dama" (2015) that integrates the master project "Pina, Marina in Carolina"(2015/2016), first realized in October of 2015 in the city of Bogotá, Colombia, within the “Encuentro Latino Americano de Pesquisadores del Cuerpo, Corporalidad y las Culturas” and later in December 2016 in the city of Natal (RN) integrating the project approved in the “Fundo de Incentivo a Cultura – FIC 2015”. In this article, in addition to some records of the urban intervention and the "Reperformance and Feminism" workshop, given to trans, cis and non-binary women, I also bring some reports about the experience of perceiving the political transformation of the work in the act of revisiting it.

KEYWORDS: Reperformance, policy, transformation, feminine.




Desaprender oito horas por dia ensina princípios. [...]
As coisas não querem mais ser vistas por pessoas razoáveis: Elas desejam ser olhadas de azul – que nem uma criança que você olha de ave.
 (Manoel de Barros)

A experiência de revisitar um trabalho autoral é sempre enriquecedora, tanto pela perspectiva da experimentação, quanto das descobertas e desdobramentos que o mesmo passa a ter. É saboroso redescobrir um trabalho autoral, atualizá-lo. A transformação que ocorre, não acontece apenas no corpo, mas em contextos filosóficos e de discurso político, transformam o artista. Assim como o tempo transforma nosso ritmo de pensamento através de vivências, experiências de vida, conquistas, frustrações, memórias, como não transformar também uma obra de arte tão efêmera quanto a performance que ocorre nos corpos transformados pelo tempo? O poeta Manoel de Barros, com sua delicadeza poética consegue transcrever em imagens que desaprender é transformação, e me sugere a enxergar com olhares mais suaves e sensíveis, não apenas com os olhos e sim com a escuta do corpo inteiro. A escuta inocente e sábia das crianças que não tem fronteiras com a imaginação, ampliando e transformando sua percepção de mundo através do sensível.
Em 2016 retomei, pela segunda vez, uma obra criada coletivamente a quatro mãos, minhas e do artista Juão  Nin: o espetáculo “Não Pise na Dama[3]” criado no ano de 2012 na cidade de Natal (RN). O trabalho aborda a temática do feminino em todas as suas possibilidades, é um trabalho híbrido e fragmentado contendo momentos de teatro, dança teatro e performance. Na época em que criamos o espetáculo (onde ambos além de realizar a concepção da obra também nos fazíamos presentes enquanto corpo em cena) o mesmo trabalho passou a ter vários formatos por esbarrarmos em questões de estrutura, em questões de precariedade e de desejo de experimentar a obra sem fazê-la refém de espaços de arte, assim ocupamos espaços urbanos, a Praia dos Artistas na cidade de Natal, e os metrôs paulistanos com algumas intervenções urbanas onde experimentamos algumas cenas do espetáculo. Desaprender princípios que enrijecem a obra, seria completamente incoerente com nossa própria trajetória artística pois o ato de se adaptar as precariedades em produzir arte contemporânea no Brasil, Nordeste, e em Natal era por si só um ato político de resistência em 2012, e continua sendo em 2018 (tanto que ambos migramos para outra cidade para continuar produzindo).
É importante perceber que assim como o tempo, seu olhar, seu corpo e desejos também se transformam. Este trabalho sempre mexeu muito comigo, foi um dos meus primeiros trabalhos autorais e foi onde comecei a perceber o interesse pela temática dos discursos de gênero e pela temática do feminino (inclusive o feminino no homem). Ainda sim, o espetáculo era composto por uma mulher e um homem em cena (ambos cis), mesmo que desde 2012 nosso discurso de corpo em cena existisse no desejo de abordar o feminino em suas diversas possibilidades de existência, porém em questões de materialização, só era possível teatralizar uma existência que não era a nossa.
Assim que ingressei no mestrado em Artes Cênicas na UFRN, com a orientação da Prof. Dr. Naira Ciotti iniciei uma pesquisa mais esmiuçada sobre essa perspectiva de revisitar trabalhos, experimentar atualizá-los, através de investigações em reperformance que desenvolvi na pesquisa “Estudos em Reperformance: Registros da prática Pina, Marina em Carolina”. Nesta pesquisa desenvolvi uma série com sete trabalhos distintos onde me provoquei com foco em criar experimentos, a buscar atualizações de três recortes de obras da artista Pina Bausch, duas de Marina Abramovic e duas autorais (no caso uma delas foi exatamente o “Não Pise na Dama”) para o meu contexto de vida e arte: artista, mulher, morando na região nordeste do Brasil e abraçando a precariedade latino-americana em que me insiro e me orgulho. Todas as obras foram desenvolvidas no período de março de 2015 à março 2016 a partir de workshops intensivos que ministrei e desenvolvi para experimentar as obras e criar coletivamente com os artistas estas atualizações. Durante este processo de pesquisa e criação, acabei esbarrando no desejo de repensar o “Não Pise na Dama” desta vez apenas com mulheres. A partir deste desejo, convidei a performer brasileira Ludmila Castanheira para experimentar a obra comigo no evento que ambas participavam em Bogotá “Encuentro Latino Americano del Cuerpo, Corporalidad y las Culturas”, em seguida, integrando o evento, desenvolvi pela primeira vez um workshop de “Reperformance e Feminismo” voltado exclusivamente para mulheres, onde participaram mulheres colombiananas, chilenas, brasileiras, mexicanas e uruguaias. Ao final deste workshop sugeri uma vivência urbana da obra para todas as mulheres junto com elas experimentei pela primeira vez no mesmo dia, com mais 12 mulheres simultaneamente. Foi uma das experiências mais enriquecedoras desta pesquisa.
Após encerrar o mestrado, fui aprovada com alguns fragmentos da pesquisa no FIC 2015 – Fundo de Incentivo a Cultura com a exposição fotográfica da série desenvolvida e diante dos índices de violência contra a mulher na cidade em que morava na época, Natal, terem aumentado no período de 2015 à 2016. Tendo esta cidade como uma das mais perigosas do país para mulheres, travestis, negros e homossexuais, junto com o desejo de pensar no registro em si da vivência com mulheres no “Não Pise na Dama” que não foi possível em Bogotá por questões financeiras, decidi novamente revisitar a mesma obra. A primeira vez que isso aconteceu, no ano anterior, já havia sentido um grande impacto transformador enquanto discurso, enquanto poética. Porém ainda me questionava sobre o feminino que queria abordar na obra.
Sempre me inquietei, desde 2012, com esse desejo de abordar todas as possibilidades do feminino no “Não Pise na Dama”. Antes existiam apenas homem e mulher em cena, em seguida apenas mulheres, porém todas as vezes a figura do feminino até o momento eram mulheres cis-gênero, restringindo o meu próprio desejo das múltiplas possibilidades de existência do feminino. A poeta potiguar e artista visual Naara Martins em diálogo com o útero, nos traz algumas possibilidades de existência (inclusive de não existência física e material):

“Útero metafórico, ambíguo. Útero estômago.
Pode ser inexistente, útero-umbigo. Útero!
Não precisa ser biológico
É metafísico”
(Naara Martins[4])

Através dos olhos-fluidez da poeta, me percebo submersa de inquietações sobre a inexistência de mulheres trans na minha obra, e na necessidade de me conectar com elas. Por mais que a obra contemplasse no discurso mulheres trans, travestis e pessoas não binárias, ainda não havia representatividade. Sendo uma obra que aborda e visa refletir e empoderar as múltiplas possibilidades do feminino senti a necessidade de esmiuçar esta questão e para isso realizei uma chamada pública[5] na cidade para mulheres trans, mulheres cis, travestis e pessoas não binárias para experimentar o mesmo Workshop (Reperformance e Feminismo) que desenvolvi em Bogotá, dessa vez em Natal. Dessa chamada pública acabei desenvolvendo o workshop e decidi realizar a obra em três bairros na cidade de Natal. Refletindo no contexto da atualização que a própria reperformance se propõe, era necessário também repensar o espaço. A primeira vez que realizei em Natal, a obra era um espetáculo e foi desenvolvida em palco italiano no espaço cultural da Casa da Ribeira em 2012, antes de ir pra rua (praia e metrô, litoral e urbano na ponte poética Natal/São Paulo).
Já haviam se passado quatro anos, precisava encontrar as respostas sobre espaço nas inquietudes da minha própria vivência pela cidade, afinal após a obra ter ido pra rua e se configurado como intervenção urbana e após a vivência em Bogotá, não fazia mais sentido para mim, voltar para uma caixa cênica e deixar o espaço urbano. Refletindo no meu contexto de cotidiano, mulher, corpo espaço que habita a cidade em grandes níveis de violência urbana, ou onde o corpo feminino é discurso enraizado (por vezes invisível, por vezes escancarado) decidi realizar a performance em três bairros distintos onde existiam registros de abusos, agressões, como é o caso do bairro periférico Cidade da Esperança onde realizamos a obra na rodoviária da cidade (local onde haviam agredido a facadas uma travesti semanas antes da performance segundo os moradores que conversamos no dia da intervenção). Bem como realizamos também em dois bairros distintos que existem alguns pontos de prostituição como é o caso da Praia do Forte e da Praça do Relógio. Além de revisitar a obra e repensar ela em Natal, no contexto de diálogo com os bairros que escolhi para intervir e ocupar, também é importante citar que a obra foi desenvolvida por três corpos com identidades de gênero distintas, o meu (mulher cis), junto com a colaboração essencial dxs artistas Gê Costa (mulher trans) e Pedro Fasanaro (pessoa não binária).

Figura 1: Registro da Intervenção urbana “Não Pise na Dama” (2016) pelo projeto “Pina, Marina em Carolina”, com xs performers Carol Piñeiro, Gê Costa e Pedro Fasanaro, Praia do Forte, Natal (RN). Foto de Paula Fuga.

Transitar com a mesma obra buscando outras bagagens e trajetórias de vida, que eu como mulher cis não tenho, não só amplia a obra no contexto que eu sempre desejei buscar, desde 2012 com o início da pesquisa, como me soa mais coerente politicamente em questões de representatividade, fazendo com que a obra dialogue com mais mulheres e inclusive com o discurso de feminismo que me toca e me identifico mesmo não sendo uma mulher trans, o discurso de respeito e inclusão, não de exclusão (apenas pela ausência de um útero).
A intervenção realizada em 2016 não foi uma obra feita por uma mulher cis e um homem cis como em 2012, foi uma obra feita por justamente o que buscávamos, representatividade espontânea de outros corpos que se identificaram com o discurso do trabalho e se sentiram a vontade para somar na experimentação, ampliando o discurso político e poético. Corpos que carregam o feminino enquanto vivência e resistência cotidiana. Durante a experiência da intervenção vivemos vários momentos de tensão física, apenas por habitar o mesmo ambiente que outros corpos.


Figura 2: Registro da Intervenção urbana “Não Pise na Dama” (2016) pelo projeto “Pina, Marina em Carolina”, com xs performers Gê Costa , Pedro Fasanaro e Carol Piñeiro, bairro Alecrim, Natal (RN). Foto de Paulo Fuga.


A ação da performance se classifica em inicialmente caminhar pelo espaço, cada corpo com seu próprio ritmo, e realizando seu próprio percurso pessoal. Até que após mapear o espaço, com nossos passos, nos encontramos em algum local, de preferência mais centralizado para poder observar e interagir no ambiente, sendo ele a praça (Alecrim), a praia (do Forte) ou a rodoviária (Cidade da Esperança). Em seguida, nós três nos aproximávamos, e lentamente nos beijamos. Ao encostar os corpos, bem antes de encostar os lábios, algumas pessoas começavam a demonstrar indícios de incômodo. Porém apenas com o ato do beijo as reações passavam a ficar mais nítidas.  Reações ora agressivas (mulheres com seus filhos, aos gritos), homens que se aproximavam e sussurravam ao pé do ouvido e também gritavam, mulheres em rodas de conversa:

“A mãe: "tem criança aqui" e tapa o rosto do filho.
O homem: vem aqui pra eu te machucar também.
As mulheres: isso é mulher? É o que?
(Relatos da intervenção, Carol Piñeiro, Pedro Fasanaro e Gê Costa em Natal, 2016).

            As reações geralmente foram em sua maioria agressivas. O questionamento da identidade gerava inicialmente curiosidade, posteriormente raiva pela não compreensão da existência no mesmo espaço de corpos não binários. A ação de existir no mesmo espaço, era vista como ofensiva. No bairro do Alecrim por exemplo, na praça do relógio, estava acontecendo um ato religioso evangélico. Realizamos a performance na praça e atravessamos todo o espaço, cruzando algumas vezes com o pastor. Todas as vezes o pastor nos agrediu verbalmente, pediu inclusive que subíssemos no palco, o que não desejamos e nem acatamos, apenas continuamos a intervenção observando a reação das pessoas que ali também o ocupavam. Nas laterais da praça era possível perceber algumas prostitutas, curiosas senhoras em meados dos seus 60 anos, só observaram. Algumas riam, outras estranhavam, porém realizaram o mínimo de interação possível. 
Em seguida, após o beijo, uma das três figuras femininas da intervenção evidenciava uma fita, que era puxada pelas outras duas bocas. A figura do centro segurava dois fios de cetim vermelho dentro da boca, a intervenção se desdobrava com a interação espontânea de reações e possibilidades destes três corpos ocupando os espaços. Após os corpos se afastarem esticarem os fios (que remetem semioticamente a grandes línguas vermelhas), a ação era livre porém de tensão constante. Ora com o espaço, ora com o próprio corpo que se relacionava com a dor física da fita em contato com as deformações no rosto. Diretamente relacionadas enquanto signo sobre violências contra o feminino, propondo ao espectador que vivencia a performance junto com os performers que a realizam, sensações físicas.

Figura 3: Registro da Intervenção urbana “Não Pise na Dama” (2016) pelo projeto “Pina, Marina em Carolina”, com xs performers Gê Costa , Pedro Fasanaro e Carol Piñeiro, Rodoviária Cidade da Esperança, Natal (RN). Foto de Paulo Fuga.

No artigo anterior, que relato as minhas experiências desta obra em Bogotá descrevo em detalhes as ações da performance, e os motivos poéticos e políticos. Neste artigo irei discorrer sobre a transformação política do feminino através da reperformance. Realizar a intervenção em espaços onde os índices de violência contra a mulher são constantes torna nossos corpos vulneráveis, ao mesmo tempo que evidencia o feminino invisível que diariamente é violado, e passou a ser “paisagem” acostumando os olhos de cotidiano na cidade. Em teor de denúncia, perceber que um beijo triplo, com figuras que esteticamente distoam de padrões de beleza e gênero hétero normativos é incômodo, faz com que o discurso da obra se atualize através do ato da reperformance, pois a Dama, agora se torna plural.  
            Outra questão importante é o aspecto do controle. Quando os corpos são ligados pela fita de cetim, a tensão, ou a própria movimentação no ato da intervenção é visceral e se propõe a investigar a dor enquanto discurso político, enquanto vivência e reação as situações de conflito. Sendo realizada por três corpos, ligados por duas fitas, todos os corpos em algum determinado momento, acabam se tornando opressores ou oprimidos, pela própria ação de se movimentar. Ampliando poeticamente o discurso de importância em nos responsabilizarmos e respeitarmos os corpos dos outrxs, eles contendo úteros ou não.
Dessa forma, a transformação passa a ser não apenas da obra que se fragmenta e se amplia com as vivências em Bogotá com as mulheres latino americanas, com as vivências em São Paulo junto do artista Juão Nin, bem como xs artistas Gê Costa e Pedro Fasanaro nos três bairros na cidade de Natal em 2016, mas na minha perspectiva enquanto artista após vivenciar a transformação da “mesma” obra, em diferentes espaços, contextos culturais e políticos a partir do encontro e da pluralidade de tantos corpos e discursos que buscavam o mesmo ímpeto, de que a Dama, seja ela qual for, não seja jamais pisada.












REFERÊNCIAS:

BARROS, Manoel. O livro das ignorãças. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1993.
CIOTTI, Naira. A Re performance. ABRACE. São Paulo. PUC, 2008.

_______, Naira. O professor-performer. Natal. Editora: EDUFRN, 2014.

ERHRENREICH e ENGLISH, Barbara e Deidre. Para seu próprio bem: 150 anos de conselhos de especialistas para mulheres. Rio de Janeiro. Editora: Rosa dos Tempos, 2003.

PEÑA, Julia Antivilo. Entre lo sagrado y lo profano se tejem rebeldías – Arte Feminista Latinoamericana. Bogotá. Editora: Desde Abajo. 2015.

PIÑEIRO, Maria Carolina de Hollanda Cavalcanti. Estudos em Reperformance. Registro da prática: Pina, Marina em Carolina. Natal, Dissertação Mestrado em Artes Cênicas da UFRN, 2016.

_______, Maria Carolina de Hollanda Cavalcanti. Não Pise na Dama em Bogotá Artigo publicado em Recife, Anais – V Diálogos Internacionais em Artes Visuais e II Encontro Regional ANAP Nordeste – Trânsitos Brasil e América Latina, 2017.



REFERÊNCIAS HIPERTEXTUAIS:

Link – Molhares (Naara Martins): molhares.tumblr.com


Link página “Pina, Marina em Carolina”:
Blog processual – Não Pise na Dama:




[1] Artista e pesquisadora, graduada em Teatro (2012) e Mestre em Artes Cênicas (2016) ambos pela UFRN. Desenvolveu entre outras obras, uma pesquisa autoral de estudos em reperformance intitulada “Pina, Marina em Carolina”, no qual realizou uma série com sete experimentos em performance e dança teatro nas cidades de Natal (RN) e Bogotá (CO) que investigaram algumas obras das artistas Pina Bausch, Marina Abramovic e trabalhos autorais, por meio de estudos sobre a reperformance. Paulistana, trabalha com dança teatro, teatro e performance desde o ano de 2008 na cidade de Natal, desenvolvendo espetáculos, mostras, intervenções urbanas e cursos de formação. Após onze anos, migra de volta para São Paulo em 2017 para investigar e se conectar com outras possibilidades de narrativas e memórias na “Residência dos Trilhos” do Coletivo Estopô Balaio (SP), e integra o espetáculo “Nos Trilhos Abertos de um Leste Migrante” tríptico que mergulha no universo de três histórias sobre migração.
[2] O Artigo em questão revisita a obra “Não Pise na Dama” (2012) criada pelos artistas Carol Piñeiro e Juão Nin integrantes do Teatro Interrompido Cia. de Arte. O trabalho foi criado em formato de espetáculo híbrido (contendo fragmentos de dança teatro, performance e teatro em cena) e se desdobrou para o formato de intervenções urbanas, realizando experimentos nas cidades de Natal e São Paulo no mesmo ano. Em 2015 ao longo de uma pesquisa sobre reperformance decidi revisitar esta obra em meu projeto “Pina, Marina em Carolina” onde realizei um worskhop e intervenção urbana revisitando a obra apenas com mulheres, na cidade de Bogota (CO). Caso o leitor queira saber mais informações sobre essa intervenção realizada em 2015, é possível acessando o artigo que desdobrou esta reflexão crítica: “Não Pise na Dama em Bogotá”(2017), disponível online nos anais do evento “V Diálogos Internacionais em Artes Visuais” (2016) e no Encontro Regional da ANAP Nordeste: Trânsitos Brasil e América Latina” realizados em Recife na UFPE: https://issuu.com/lucianaborre/docs/anais_v_dialogos_internacionais.com
[3] Blog processual – Não Pise na Dama: https://naopisenadama.wordpress.com/
[4] Naara Martins  - Poeta, atriz e artista visual potiguar. Endereço com suas poesias: 
Molhares: molhares.tumblr.com
[5] Chamada pública do projeto “Pina, Marina em Carolina”:



Revisão de texto por Janaina Siqueira


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