ano 4, n. 1, abr. 2021

Ato de costas

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Thereza Rocha [1]

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Se o filósofo está certo em dizer que o outro

nunca se apresenta de frente, o que estamos

fabulando nesta cena do/no modo remoto?

Transcri(a)ção como texto da fala performativa no evento Arte Pandêmica: Webnário Arte Documenta! que procurava flagrar, com as costas, a frontalidade excessiva a que nossa vivência corporal mais cotidiana está submetida desde 11/3/2020 (data do decreto de pandemia da Covid-19 pela OMS). Teve início, então, o isolamento social radical e, com ele, um fluxo cada vez mais crescente de atividades remotas utilizando as telas dos dispositivos como meio de encontrar as pessoas no decurso da interdição à presencialidade. Arte Pandêmica é ao mesmo tempo sintoma e ação no presente contexto. O que dizem as artes vivas diante de tal desafio? Que fala fazer no evento? Acrescentar mais uma live à profusão/poluição de lives vigente?

Roteiro da apresentação

8/12/2020

18h (horário de Manaus) e 19h (horário de Brasília)

Sala do Zoom aberta.

Câmera e som de Thereza (palestrante) ligados. Equipe recepciona as pessoas, faz os anúncios de praxe, apresenta Thereza Rocha e o título da fala: Ato de Costas. A partir deste momento até o final da apresentação, a equipe bloqueia som e imagem das pessoas atrasadas que sejam admitidas na sala. Thereza fecha sua câmera e seu som.

 

  1. Equipe exibe Imagem 1[i].

 

  1. Equipe exibe Imagem 2[ii].

 

  1. Equipe exibe Vídeo 1[iii].

 

  1. Vídeo 1 finaliza. Equipe abre câmera e som de Thereza que aparecerá de costas para a tela e assim permanecerá todo o tempo. Equipe dá o play em cada um dos 5 áudios contendo as falas da palestrante, em sequência nesta ordem: 

Áudio A (duração: 6:45);

Áudio B (duração: 4:41);

Áudio C (duração: 2:28);

Áudio D (duração: 3:21);

Áudio E (duração: 5:16).

  1. Equipe fecha a câmera de Thereza e exibe o Vídeo 2.

 

  1. Fim do ato: Thereza abre câmera e som, finaliza a fala e segue para o debate.

Ato de leitura

1

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2

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4

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Desde o começo da pandemia e do isolamento social a que tenho me submetido, tenho procurado pensar e agir deixando-me atravessar pelo tempo, por esse tempo, pelas sensações desse tempo. Eu acho que o que está acontecendo é mesmo uma mudança de paradigma muito radical. Não quero perder contato com as sensações muito diferenciadas que vêm acontecendo com a gente, nós, artistas que somos, e que somos mesmo muito permeáveis a tais mudanças, a esses outros regimes de tempo e de espaço. Eles nos atingem de modo muito brutal. Coincidiu com tudo isso, que eu começasse a publicar textos mensais numa agência internacional de notícias chamada Pressenza e neles vem aparecendo uma temática que se torna quase uma obsessão. Há uma preocupação, sim, com o futuro, com essa nossa dificuldade de vislumbrar um futuro, de estar em relação a um futuro. O que apareceu para mim dentro disso tudo foi a temática das costas. Eu estou um pouco obcecada com essa coisa, com tudo isso que se passa às nossas costas e que a dança nos faz aprender a viver e a explorar: todo um lado do corpo que a gente não vê, que não está à nossa frente. A dança, na sua aventura no século XX, nos ajuda a produzir essa espécie de efeito de fundo no corpo, a desenvolver atenção a uma dimensão que é corporal e, por isso mesmo, é subjetiva, que nos atravessa e com a qual a gente raramente trava contato uma vez que as nossas dinâmicas sociais privilegiam tudo aquilo que a gente pode ver, tudo o que está à frente do corpo.

 

Há um povo andino originário, os Aymarás, para quem as configurações corporais, espaciais, de passado e de futuro são opostas às nossas. Para eles e elas, o passado, aquilo que a gente pode ver, está à frente, e o futuro, aquilo que a gente não pode ver, está às nossas costas. Eu acho isso de uma sabedoria incrível já pela própria lógica da formulação, mas sobretudo pelo tanto que ela desnaturaliza as nossas formulações de passado e de futuro flagrando-as como representações. Não fosse o contato com esse dado, talvez seguíssemos por aí, graças ao nosso etnocentrismo imperialista, desavisadamente achando que há um dado de verdade naquilo que é uma fabulação e que, pelo uso, foi normalizado. Então, só para desdobrar a perspectiva como exercício, posso imaginar que se eu fosse Aymará, ao dizer “Estive lá ontem”, eu apontaria o meu dedo indicador para frente; o oposto complementar valeria, portanto, para o gesto de fechar meus quatro dedos sobre a palma da mão e apontar o meu polegar para trás ao dizer “Amanhã? Amanhã ainda não sei.” Olha que mudança que isso provoca em nós ocidentais, nós que privilegiamos essa coisa ótica, todo esse apelo com a forma, com a frontalidade.

 

E em nós da dança ainda mais, pelo tanto que a gente tradicionalmente usa o espelho, essa superfície especular que faz com que a gente ache que está se vendo lá na imagem. Mas a gente não está se vendo lá, o que a gente vê lá no espelho é uma produção ótica da gente, é um efeito. E olha que grave: aprendemos dança a partir de um efeito de nós. Enfim, todas essas questões têm me atravessado demais no sentido de pensar um outro futuro que se dá às nossas costas, que se dá nesse lugar que a gente não conhece, que a gente não vislumbra e que talvez a gente só vá tocar de fato andando para trás, tocando com os olhos das costas, como se a gente pudesse olhar com a parte de trás. Existe um livro de George Bataille, um autor que eu adoro, cujo título é História do olho (2003) e, em momento nenhum, os olhos sobre os quais Bataille está falando são os olhos que estão na nossa face, mas um olho, sábio olho, que se encontra atrás que é olho do cu. Eu acho essa provocação muito contundente e muito forte. Temos atualmente uma cultura mundial e principalmente no Brasil obcecadas com a questão anal, criando discursos sobre isso, criando expedientes de repressão, regimes discursivos com relação a isso. Eu acho então que é dado o momento de nós, intelectuais, artistas, tomarmos isso para nós, criando um contradiscurso.

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Para ilustrar, vale dizer que tenho várias chaves de autocorreção que eu mesma crio no meu computador para palavras que são muito recorrentes nos meus textos. Eu hackeio uma ferramenta do Word a meu favor, bastando que eu digite uma ou duas letras previamente gravadas + espaço para que o computador complete a palavra correspondente sem que eu precise digitá-la letra por letra. Há inúmeras chaves, tais como “ct” para a palavra “contemporânea”; “cp” para “composição”; “tt” para “tanto” etc. Curiosamente, a chave para a palavra “cultura” é “cu”, o que me leva à equação: cu+espaço = cultura. (risos) Eu acho isso muito significativo e muito inspirador para que a gente possa criar todo um outro mecanismo de pensamento que se dê às nossas costas. Por isso a metáfora do outro olho, esse olho que não vê, que entra em contato com as coisas de outra maneira, a partir de outras aptidões, desses olhos que estão olhando para trás, que estão atrás de nós; estão olhando o futuro com as costas e, portanto, sem ver. Isso puxa de nós todo um outro vocabulário. Então a gente vai precisar repensar, por exemplo, a imaginação, essa palavra tão linda e tão importante. A imaginação está absolutamente sequestrada neste momento. Se a gente quiser inventar meios ou dispositivos que sejam de contracaptura, contradispositivos portanto, ao modo como ela vem sendo operada nesse momento, talvez a gente também tenha que questionar quais são as palavras com as quais a gente vai pensar.

 

Imaginação é, sim, uma palavra linda, mas está carregada de “imagem”, que, por sua vez está carregada da captura pelo olhar, pelo ver, por tudo aquilo que se dá à nossa frente. Que tipo de vocabulário a gente pode trazer para nos dar referência a esse recuo na direção do futuro? Porque é isso que eu acho que a gente precisa fazer: a gente precisa recuar na direção do futuro. Veja: não é recuar na direção do passado, é recuar na direção do futuro. E de todas as linguagens artísticas, talvez seja a dança a que mais nos coloca diariamente em contato com isso, mas somente quando problematiza a pregnância do espelho... Essas outras danças exigem de nós um vocabulário corporal, experiencial, essa vivência das costas, mas que é um vocabulário feito de palavras também, para que a gente possa contracapturar o sequestro da imaginação que está em curso no momento atual no mundo todo e que no Brasil especialmente é gravíssimo. É muito grave o que está acontecendo: o sequestro do nosso sensível, dos nossos expedientes mais íntimos. E isso não está sendo feito somente pelo desgoverno neofacista neoliberal em Brasília, mas diariamente nas redes sociais, em todos os dispositivos que estamos utilizando massivamente e para os quais estamos entregando tudo, dando tudo de si. Se é assim, é evidente que tanto esses expedientes de comunicação como o regime de trocas que aí se dá já atravessam a nossa imaginação. (Não podemos esquecer do espelho contemporâneo, severo espelho, que é a prática da selfie e da autopublicação na internet...) Então, estou falando aqui no sentido de que continuemos conectados fazendo coisas, inventando coisas, imaginando coisas através/com/pelos dispositivos, mas, conjuntamente quero perguntar: como é que a gente pode responder a esse sequestro contracapturando-o, agindo dentro dele contra ele? Acho que as artes, sobretudo as artes vivas, estão especialmente convocadas nessa pergunta. Assim, uma palavra tão cara para todos nós como é a imaginação, a gente não quer abrir mão dela, mas a gente quer entendê-la ao mesmo tempo com delicadeza e com precisão, nós que somos artistas do corpo. E por quê? Porque a gente reivindica uma noção de imaginação que seja corpo.

 

Via de regra, a imaginação é facilmente algo que pode ser capturado por uma noção exclusivamente mental, numa perspectiva que não nos interessa. Acredito que nós, artistas do corpo, estamos a muitas léguas de distância dessa formulação. É o caso, então, de pensar uma noção incorporada da imaginação. Pensar o corpo como imaginação, eu acho das atitudes políticas mais importantes neste momento. Pensar o próprio corpo como imaginação e não a imaginação como algo que o corpo produz, ou como alguma coisa que a cabeça produz, ou lá o que seja. Pesar o locus do corpo como imaginação – isso é fundamental para o que a gente está vivendo, sobretudo porque estamos nesse jogo das telas. Na pandemia, a gente está também sobrevivendo graças a isso, a esse regime de trocas do qual inclusive nós estamos fazendo uso aqui neste momento, no próprio evento. Mas a gente não pode perder nunca de vista que a produção desse imaginário, ela precisa trazer a dimensão do corpo, da corporeidade para que a gente possa retomar a posse da nossa imaginação. Acredito que o modo como vamos tomar a imaginação de volta do sequestro e da captura dos quais falei antes, é entendendo a imaginação como corpo, a imaginação do corpo. Com o que sonha o corpo acordado quando a cabeça dá um tempo? O que ele fabula?

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É quase um programa de performance: a nossa performance social vai ser pautada, talvez, por um contrafluxo. Inevitável voltar a Benjamin (1996) naquela citação que todo mundo usa não só porque é bonita, mas porque é muito precisa, quando ele nos propõe escovar o tecido da história a contrapelo. Acho que é isso o que a gente vai fazer com as nossas ações no contrafluxo a ser instituído em relação a um novo normal. Ele vai chegar, ele vai tentar se instalar, não tem saída. O capitalismo neoliberal é muito eficiente em sobreviver. O lema é: “Apesar de ou graças a, vamos manter a bola pra frente!” Ok. Vamos manter a bola para frente, mas vai ter uma moçada fazendo neste mesmo momento um contrafluxo poético para trás.

 

Toda essa minha reflexão tem um ponto importante na fala da Tania Rivera[i] no Janelas Abertas[ii], quando ela menciona uma frase do Merleau-Ponty. Estou com essa frase martelando na minha cabeça desde então. A frase é: “o outro nunca se apresenta de frente”. Acho que isso se liga radicalmente a uma outra ideia de empatia, que não é uma ideia fraternal. Aliás porque fraternal vem de fraterno, o que etimologicamente exclui as mulheres. Nós, mulheres, estamos do lado de fora da ideia de fraternidade. Assim, uma fraternidade mulher, um devir mulher do mundo diz respeito a uma empatia que se dá desse outro modo, estando em contato com um outro que eu só posso supor justamente porque ele está às minhas costas, só posso supô-lo, portanto, pelas costas. Eu não tenho como vê-lo, como flagrá-lo, denunciá-lo, dissecá-lo. Então, vamos aqui com outra parte do programa de performance social: fazer as atividades com o pensamento das/nas costas, com esse pensamento posterior, digamos assim. E é muito interessante pensar que posterior é uma palavra que se refere às costas e ao mesmo tempo ao futuro, então me leva nesse caminho do recuo. Dá muita margem para a imaginação encorpada, encarnada, para essa imaginação que se dá como corpo e daí a gente poder tornar isso em ação, modos de viver, modos de encontrar, modos de fazer.

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Penso mais uma vez no Benjamin e também na Hannah Arendt (1988) quando eles falam que a posição interessante que a gente possa tomar nesse momento é permanecer perigosamente, ambiguamente, porém numa posição firme, no entre da história, precisamente entre o passado e o futuro. Acredito que este seja o lugar que vamos habitar para podermos implodir o antigo e o novo normal. É por isso que estou obcecada com essa história de andar para trás. A gente não pode esquecer do marco que é o ano de 2016, do processo todo que produz essa circunstância política que se está vivendo. Claro que há um ápice no impossível ano de 2018, ápice não, melhor dizendo, um sopé da decadência. 2018 é um fundo de poço, mas é um processo que claramente vinha caminhando desde antes.

 

Em uma das colunas[i], procurei responder ao trabalho do Teatro da Vertigem (SP) em parceria com Nuno Ramos chamado Marcha à Ré e realizado sem qualquer aviso prévio em 4/8/2020. Eu estava trespassada por aquela intervenção maravilhosa que eles chamaram de anticarreata com cerca de 200 carros em uma composição instantânea andando lenta e coordenadamente em marcha à ré desde o marco inicial da frente da Fiesp na Avenida Paulista até a porta do cemitério da Consolação onde se encontrava um trompetista tocando o hino nacional de trás para frente. Isso é de uma beleza e de uma força poética muito grande. Eu não podia me furtar de dialogar com isso. Daí quando fui tratar dessa intervenção, aproximei-a da obra de um outro artista da performance chamado Elilson que se chama Massa Ré. É uma performance que ele realiza desde 2016, uma formulação muito simples, mas ao mesmo tempo muito inteligente: ele se põe junto com um grupo de pessoas num percurso urbano a pé que passa necessariamente por pontos estratégicos relevantes da história da cidade onde acontece. Eles percorrem então esta trajetória, performando em conjunto uma caminhada lenta para trás e trajando cada qual uma camiseta branca em cuja frente lê-se “2016” e nas costas “1964”. Acredito que os dois trabalhos conversam entre si no sentido de fazerem uma espécie de diagnóstico do momento que estamos vivendo, momento que tem um arco maior e que não se resume a este ano de 2020, ou ao período de 2018 para cá. É como se estivéssemos, desde 2016, com a sensação de estarmos andando para trás, de a história estar andando para trás. Ora, só que a gente tem que pensar na força poética de ambos os trabalhos, mais uma vez de contracaptura. Não é uma mera representação do diagnóstico, ou mera denúncia, é uma ação na circunstância, de contracaptura da circunstância utilizando seus próprios meios, de pentear a história a contrapelo.

 

Eu acho que andar para trás será o movimento que teremos que fazer para implodir o novo normal justamente no lugar de ambiguidade (do entre da história) do qual falei antes. A gente vai pegar a mesma atitude que estão pautando para nós e vamos, nós mesmos, pautar e transformar o andar para trás (recuar para o passado) em recuar para o futuro. Recuar para o futuro é o nosso ato político desse momento. Olhar para o futuro com os olhos das costas, construir um outro futuro que não se dará mais nessa aventura progressista ocidental de caminhar para frente, na direção de um futuro “para o alto e avante” e é para lá que eu vou. Em lugar do Super-homem americano, prefiro cumpliciar com o trágico sub-herói Buzz Lightyear que pronuncia “ao infinito e além”, para descobrir não só que é um boneco cujo voo, portanto, não é autônomo, mas também que tal ato de fala é uma programação. Interessa desconstruir todas essas metáforas ou atos de fala que colocam o futuro, aquele velho (suposto) normal, projetado lá na frente (um futuro anterior... olha que curioso...) como um novo normal. Esse novo normal não virá, pois quando ele vier, nós estaremos andando poeticamente para trás.

5

Referências bibliográficas

ARENDT, Hanna. Entre o passado e o futuro. São Paulo: Perspectiva, 1988.

BATAILLE, Georges. História do olho. São Paulo: Cosac & Naify, 2003.

 

BENJAMIN, Walter. Magia e Técnica, Arte e Política: ensaios sobre literatura e história da cultura. São Paulo: Editora Brasiliense, 1996.

[1] Pesquisadora de dança e artes da cena; dramaturgista de processos de criação. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO|UFRJ. Na UFC, é professora dos cursos de graduação em dança e do Programa de Pós-graduação em Artes, onde coordena o grupo de pesquisa Dramaturgias: o que quer e o que pode o corpo?. Pós-doutoranda no PPGAC da UFSJ, sob a supervisão de Alberto Ferreira da Rocha Júnior. Autora do livro O que é dança contemporânea? (Conexões Criativas, 2016). Coautora do livro Diálogo|Dança (SENAC, 2012), junto com Márcia Tiburi.

[1] La reproduction interdite, pintura, René Magritte (1937).

[1] le el, escultura em tamanho real, Simon Schubert (2005).

[1] Trecho do filme Vivre sa vie, Jean-Luc Godard (1982).

[1] Psicanalista e ensaísta. Doutora em Psicologia na Université Catholique de Louvain, Bélgica (1996), tem pós-doutorado em Artes Visuais na EBA –UFRJ (2006). É professora do Departamento de Arte e do Programa de Pós-Graduação em Estudos Contemporâneos das Artes da Universidade Federal Fluminense (UFF), bem como do Programa de Pós-Graduação em Teoria Psicanalítica da UFRJ.

[1] Encontro realizado em 26/5/2020 entre Tania Rivera e Vladimir Safatle na série de lives Janelas Abertas promovida pelo NEP – Núcleo Experimental de Performance do Programa de Pós-Graduação em Artes da Cena, da Escola de Comunicação, da UFRJ.

[1] https://www.pressenza.com/pt-pt/2020/08/marcha-a-re/

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