ano 1, n. 1, ago. 2017

Lugares teatrais em Manaus: o centro histórico da capital como facilitador das práticas artísticas.

Ítalo Rui [1]

Resumo

O presente artigo é resultado da pesquisa de iniciação científica realizada pelo PAIC (Programa de Apoio à Iniciação Científica) da Universidade do Estado do Amazonas entre os anos de 2015 e 2016. Trata de dois temas urgentes: a centralização das atividades teatrais no centro histórico de Manaus e o surgimento de lugares teatrais geridos por grupos e companhias manauaras. Nosso objetivo é apresentar um recorte dessa pesquisa levantando alguns pontos e associando-os com os estudos de José Simões de Almeida Júnior (2004), tomando emprestado seu conceito de lugar teatral e relacionando-o com o atual cenário artístico manauara através de entrevistas com alguns artistas gestores.   

Palavras-chave

Autonomia artística, resistência, política cultural, apreciação estética.

 

No ano de 2015 realizei uma pesquisa de iniciação científica que tinha como objetivo analisar os artigos produzidos pelos alunos de teatro da Universidade do Estado do Amazonas, e que relatavam o acompanhamento da criação de espetáculos de companhias e grupos teatrais em Manaus. Esses artigos surgiram dentro da disciplina “Análise do Espetáculo I”, após um período de investigação que os estudantes realizavam dentro das companhias. O objetivo do trabalho era acompanhar o processo criativo das obras que viriam a público a partir dos pressupostos teóricos de Cecília Almeida Salles em sua Crítica de Processos Criativos[2]. Tal disciplina tinha duração de um semestre e os trabalhos analisados no presente escrito compreendem o período de 2012 a 2015. Logo, pude analisar um número significativo de artigos que registraram as práticas artísticas da cidade neste ínterim.  

Diante de tantas possibilidades de registros e contextos diversos, ao analisar o material que tinha, percebi dois grandes eixos temáticos que estavam presentes em todo o material da pesquisa. O primeiro deles é a centralização das práticas teatrais no centro histórico de Manaus e o segundo, a ebulição de lugares teatrais administrados pelos próprios artistas, a partir de 2012.

O primeiro eixo temático é resultado de uma prática que se estabeleceu durante o período áureo da borracha, na região amazônica, 1890 a 1911, a chamada Belle Époque Amazônica. Manaus estava crescendo economicamente devido a extração da borracha, financiada por capital europeu e exportada para o mundo (chegou a 50% da produção mundial)[3]. Assim uma ostentadora aristocracia se estabeleceu na região, e ela precisava de uma infraestrutura condizente com a quantidade de libras esterlinas que circulavam na cidade. Como a implantação de vários serviços como rede de esgotos, iluminação elétrica, bondes e telégrafo. Os investimentos em atividades culturais seguiram essa mesma premissa, como a construção do Teatro Amazonas (1884), com arquitetos, escultores, pintores e até mesmo materiais para a construção vindos da Europa. Além da construção de outros teatros e centros culturais, praças e todo o aparato paisagístico necessário. Assim, o cenário cultural ganhou um impulso maior sendo comum a apresentação de artistas e companhias de renome internacional na cidade. Esse investimento existia apenas para satisfazer as necessidades da elite amazonense, e transparecia somente em lugares onde a elite transitava: no centro de Manaus. Fora desse ambiente existia uma grave desigualdade social. Hoje, apesar do crescimento da cidade, a concentração das atividades culturais no que hoje se chama Centro Histórico permanece e ainda hoje reflete claramente nas ações do poder público.

De acordo com um dos entrevistados, o centro histórico é como um cinturão das praças. E nós, artistas, orbitamos esse cinturão. Acontece que, apesar das insurgências de grupos artísticos que se lançam para fora do centro, a rotina é que o centro histórico da capital amazonense receba eventos artísticos[4] em sua maioria em detrimento de outras áreas, consequentemente, os artistas acabam apresentando na maioria das vezes nesta área. De maneira alguma, essa preferência está associada a uma preguiça da classe teatral em atingir outras regiões da cidade, muito pelo contrário. As dificuldades para gerir uma produção em uma área que não recebe investimentos em cultura são de proporções gigantescas. Os editais são cada vez mais escassos e a política pública para o acesso às manifestações artísticas não é tida como prioridade pelo governo.

Ao esboçar as primeiras considerações da minha pesquisa, já de início considerava que apresentar exclusivamente no centro era complicado por diversos fatores, dentre eles:

                    ·   O centro de Manaus é um bairro que abriga muitos prédios históricos - Teatro Amazonas, Alfandega, Instituto de Educação do Amazonas (IEA), Igreja de São Sebastião, etc. Logo, trata-se de uma área supervalorizada, pelo seu valor histórico para a cidade e pelo abandono que paradoxalmente sofre.  Dessa forma, a compra de um imóvel no centro seria um sonho difícil de ser alcançado pelos grupos e artistas. A alternativa mais viável seriam os alugueis de imóveis para transformarem-se em espaços alternativos[5]. No entanto, o valor do aluguel e a especulação imobiliária fazem aumentar ainda mais o custo para manter um espaço nessa área. O que torna sua realização dificultosa. Pensando nisso, não seria economicamente mais vantajoso se os grupos locais optassem em escolher um espaço para aluguel em outras áreas da cidade? Áreas com custos mais baratos? Dessa forma, os mesmos poderiam descentralizar suas atividades e ampliar o alcance de público, além de reduzir altos custos administrativos. Em teoria, pode ser verdade, mas será se na prática isso poderia acontecer?

                 ·   A mobilidade urbana: a cidade de Manaus teve crescimento predominantemente horizontal, a falta de planejamento urbano causou o surgimento desenfreado de invasões, criando uma cidade muito extensa. Para efeito de ilustração, de acordo com o IBGE[6], Manaus tem 11.401 km² e São Paulo capital tem 1.521 km². Além disso, a cidade não possui um plano de mobilidade bem estruturado que ligue um bairro ao outro de maneira efetiva. O único transporte público coletivo disponível na cidade é o ônibus. As pessoas podem fazer uso de meios alternativos, como carros, taxis, moto táxis, etc. E qual seria a relação entre a precária mobilidade urbana da cidade com a centralização das atividades teatrais em uma determinada área? A dificuldade de acesso do público que não mora no centro. Muitas pessoas que não moram no centro e, portanto, precisam se deslocar de suas casas para assistir algum espetáculo nessa área, não se sentirão muito motivadas para realizar tal atividade, pois, o deslocamento, além de ser grande, critério temporal e/ou monetário, torna-se perigoso, uma vez que os índices de criminalidade são altos. Logo, ao passo que, para os artistas o centro de Manaus é uma área mais interessante e estruturada, para o grande público que não mora lá, não tão é atrativo.

Devido aos fatores observados, a refutação dos coletivos artísticos sobre o tratamento dado seus aos anseios pelo poder público é conseguir meios de se apropriar do Centro de forma independente.

Até o ano de 2011, não era comum que as companhias tivessem uma sede própria. Poucos eram os espaços alternativos que se enquadravam nesta perspectiva. Até então, os lugares que existiam eram o Casarão de Idéias, Arte e Fato, o Sinttel/am (Sindicato dos Trabalhadores em Empresas de Telecomunicações do Estado do Amazonas)[7] e Casa do Centro. Os grupos que não tinham sede ensaiavam em locais cedidos pelo governo (teatros ou centros culturais), ou onde dava, como por exemplo, garagens, nas casas dos próprios integrantes do grupo, associações, sindicatos, como é o caso do Sinttel/am, instituições educacionais, etc.

A flutuação de espaços para os ensaios acabava gerando certa insegurança nos artistas, pois como não tinham um espaço fixo para desenvolver suas pesquisas ficava difícil pensar suas atividades em longo prazo. E nesse caso, ter um lugar fixo ajuda a legitimar e a fortalecer o trabalho de um grupo, para que ele possa se fortalecer e ter uma continuidade de pesquisa. Ou seja, em muitos casos, a preocupação dos grupos girava em torno de salvar a vida de apenas um espetáculo e não a tentar desenvolver um trabalho que pudesse gerar frutos. Essa situação contribuía, dentre outros fatores, para que algumas companhias não conseguissem crescer artisticamente. 

A partir do ano de 2012, o cenário passou a mudar. Surgiram alguns espaços autônomos, administrados pelos próprios artistas. De acordo com as entrevistas, essa ebulição motivou-se, dentre outros fatores, pelo atraso nos repasses de verba dos editais de premiação. Realidade nova e que de acordo com as entrevistas representa um novo momento do contexto cultural da cidade de Manaus.

Para, um dos entrevistados, o surgimento dos lugares teatrais na cidade de Manaus foi motivado não somente por um despertamento político da parte dos artistas, mas, também por um despertamento financeiro. Até aquele ano, os editais de fomento à cultura eram lançados regularmente pela Secretaria de Cultura do estado. Foi a partir do ano de 2014 que o estado deixou de lançar os editais, fazendo com que o “único” mecanismo de patrocínio das atividades artísticas fosse o edital da ManausCult[8] e que ainda não atende as especificidades e as demandas das produções locais.

Portanto, como havia o lançamento desses editais pelo estado, os artistas especializavam-se em escrever projetos culturais e se “habituavam” com sua principal e quase única fonte de sustentação: o patrocínio.  Isso, para um dos entrevistados foi um grande problema, porque o artista, na medida em que se aprofundava escrevendo para projetos culturais, acabava se especializando em uma única área e não se preocupava em buscar outras formas de sustentabilidade, e, de acordo com ele, perdia sua autonomia.

Com a atual situação econômica e política que o país veio sofrendo, a escassez da verba do poder público começou a se tornar freqüente, comprometendo a vida de muitos grupos e companhias. Prejudicando a continuidade de suas pesquisas e a circulação dos seus trabalhos. Ao que parece, essa carência fez despertar um senso de autonomia e que desencadeou em uma série de aberturas de novos espaços administrados por alguns grupos e artistas da cidade. Nesse sentido, vemos o surgimento de lugares como: Ateliê 23 – Cia de Artes Cênicas; Casa de Chico[9]; Espaço Artrupe e O Alienígena, todos surgidos nessa época e no centro de Manaus.

            Como mencionamos anteriormente, conseguimos realizar as entrevistas[10] por pauta com apenas três grupos da cidade, são eles: Ateliê 23 – Cia de Artes Cênicas, que leva o mesmo nome da sua sede;Soufflè de Bodó Company que administra o espaço Casa de Chicoe por último Artrupe, que conduz o Espaço Artrupe[11].

            Relacionaremos as entrevistas com os estudos de José Simões de Almeida Júnior, acerca do que ele define como lugar teatral. Em suas palavras,

Ao discutir a questão do lugar, um dos aspectos relevantes está no fato de ele não se encontrar, necessariamente, ligado a uma estrutura edificada determinada. Assim, a utilização do termo lugar teatral deve ser empregada, no sentido geográfico, para todos os lugares nos quais ocorram eventos teatrais. Por conseguinte, o lugar teatral contém, ao mesmo tempo, os condicionantes do espaço teatral e do espaço geográfico.[12]

Desta forma, destacamos que os grupos que possuem sede no centro histórico de Manaus, ao estabelecerem um ambiente fixo de trabalho, habitam espaços que não foram construídos para receber atividades artísticas, sejam elas de qualquer natureza. Esses lugares possuem especificidades ligadas tanto a estrutura física, quanto ao seu entorno – o ambiente que este lugar está inserido também influencia nas atividades de um grupo -, ou seja, não foram projetados para comportar um número expressivo de pessoas; não possuem estrutura “adequada” para apresentar uma peça teatral, como equipamentos de luz, som, acústica, etc.

Essa precariedade pode parecer assustadora para alguns, mas, é encarada como um desafio que instiga os artistas gestores. O Espaço Artrupe, por exemplo, fica no subsolo de um imóvel localizado na Avenida Joaquim Nabuco, no centro de Manaus. Nas palavras de Diego Bauer, um dos responsáveis pelo espaço,

“Acho que a gente vai descontruindo a ideia que a gente tinha, do que era teatro, do que era cinema, do que era dança, porque a gente passa virando pro outro lado do balcão e daí começa a fazer e começa ver as dificuldades e começa a ver que não existe um mundo ideal. E a gente aprende que é uma limitação que não necessariamente diminui o potencial artístico, não tem problema nenhum. Eu acho que é ótimo da gente se colocar no desconforto de achar que era uma coisa e chegar aqui e se forçar a ser outra e não tem outro jeito e querendo ou não, a gente já modifica a maneira que a gente quer dialogar porque o público está muito perto, não tem divisão, fazer italiano aqui é meio estranho, eu acho que não casa. Enfim, eu acho que a gente está se forçando a se colocar em outro lugar. Eu acho positivo. Eu acho melhor se a gente tivesse a possibilidade de fazer um teatro para 30 pessoas. É só outra situação”.[13]

Para Bauer, apesar de todas as limitações físicas que a sede de seu grupo possui, elas não podem ser encaradas como um ponto negativo, pois, o desconforto acaba gerando um amadurecimento artístico do grupo na medida em que eles terão que lhe dar com as especificidades do espaço físico para a apresentação dos seus trabalhos. Apropriar-se das dificuldades para encontrar soluções criativas é um caminho interessante para refletir sobre o processo criativo do grupo e até mesmo de rever conceitos da obra levada a público.

Para Hamyle Nobre, outra integrante do grupo, essas dificuldades acabam ampliando conceitos, pois,

“É a questão de pensar fora da caixa. Eu, por exemplo, sempre pensava em construir um espetáculo em um teatro. Com o tempo até minha visão está mudando. Quando vou pensar, já não me vem aquele teatro quadrado, a gente já vai começando a modificar o próprio conceito de espetáculo, performance.”[14]

Segundo Júnior,

A questão proposta é o lugar compreendido como um agente (mediador) de comunicação da atividade teatro na sociedade. O espaço, com efeito, não deve ser entendido como um depósito ou uma estrutura edificada na qual se colocam cenários e adereços, mas sim como um elemento que condiciona, transforma e é transformado durante o conjunto de ações que são produzidas pelo fazer teatral. (JÚNIOR, p.06, 2007)

 

Percebe-se nas palavras de Nobre e do pesquisador Júnior que a relação entre obra x espaço x público passa por uma mudança significativa. Ao apresentar um espetáculo de teatro para o interior de uma “casa” é muito mais interessante do ponto de vista artístico se apropriar das especificidades do lugar atribuindo-lhe maiores significados e alterando a receptividade da obra pelo espectador do que apresentar um trabalho dentro dos moldes tradicionais. Além de o próprio grupo repensar seu processo criativo a partir dessas dificuldades, dá a oportunidade para o público em geral, participar de outro tipo de experiência artística. Diferente daquela que ele já está habituado. Este parece ser um caminho que o grupo pretende explorar.

Outro ponto colocado nas entrevistas foi o investimento que essa área recebe em relação às outras. Ficou muito claro no discurso dos entrevistados que no plano logístico, o centro é muito mais vantajoso do que se o grupo tivesse sua sede localizada em outro bairro. É no centro que os principais pontos turísticos da cidade estão localizados, como o Teatro Amazonas e o Mercado Municipal Adolpho Lisboa. Tradicionalmente, as pessoas já vão ao centro e os pontos de referência são mais fáceis de serem encontrados nessa área do que em outro bairro, por exemplo. Talvez, esse costume seja herança do período áureo da borracha, apesar de não termos dados que comprovem isso.  

Para Cézar, outro integrante do grupo Artrupe,

 

“É meio que um ciclo vicioso, né?! A cultura artística de Manaus foi estabelecida no centro e a gente orbita ao redor dessa cultura, daí vai se criando grupos nesse círculo das praças, nesse cinturão das praças. Daí é uma questão logística também né?!”[15]

O cuidado deve recair sobre os artistas, pois segundo um dos entrevistados, essa exuberância criada em áreas no entorno do Teatro Amazonas, por exemplo, gera certa glamorização, pois são áreas mais higienizadas e com um valor simbólico para a cidade muito grande. Para ele, o artista deve ter o cuidado de não desejar assemelhar-se a exuberância e ao poder simbólico que o Teatro Amazonas carrega.

            No que tange a formação de público, para o artista e gestor do espaço Casa de Chico, Francis Madson, esses grupos estão possibilitando que a cidade tenha uma programação contínua de atividades, mesmo que de maneira informal, apesar de todas as dificuldades. Fato que não era comum até certo tempo atrás - dada as carências que os coletivos tinham ao tentar entrar em temporada com algum espetáculo.

 

Então esses espaços estão construindo uma configuração interessante na cidade no que tange a difusão, a formação, porque a grande maioria dos grupos está fazendo formação de pessoas de forma informal e isso tem refletido nas produções locais, tem de alguma forma estabelecido uma agenda contínua de atividades e tem reconfigurado o cenário artístico manauara. Naturalmente isso não tem sido uma tarefa muito fácil porque a gente não tem recurso nenhum pra que esses espaços existam e sobrevivam e, obviamente tem alguns mecanismos, entre eles, o edital da Manauscult especificadamente, porque nos últimos dois anos o estado esteve praticamente omisso às ações desses grupos.[16]

 

É importante colocar um questionamento que esses grupos acabaram gerando na referida pesquisa: qual é o lugar do teatro na cidade de Manaus? Existe um lugar específico para que o evento teatral aconteça? Claramente que não, sabemos. Entretanto, se faz necessário colocar a seguinte observação: sem pretender cair em uma generalização, quando pessoas que não estão familiarizadas com as práticas artísticas são convidadas para assistir uma peça de teatro, geralmente a primeira coisa que perguntam é se a peça será apresentada no Teatro Amazonas, no Café Teatro, ou no Teatro Manauara. Ou seja, associam o evento (peça) ao espaço (Teatro Amazonas, Café Teatro, etc). Já condicionam uma coisa à outra. Pois esses espaços foram construídos para que eventos dessa natureza ocorram. Entretanto, quando temos grupos da cidade que ocupam lugares que fogem desse condicionamento. Lugares como o subsolo de um imóvel, um casarão antigo, um prédio usado como escritório, ou uma garagem, ampliam-se as possibilidades para que o evento teatral possa acontecer e também para o seu acesso.

Fazer o público ter a experiência de se relacionar com uma obra pensada fora dos padrões tradicionais de espaço possibilita que o espectador amplie seu olhar estético e aguce sua sensibilidade para a obra apresentada. Neste sentido, percebe-se claramente que as práticas artísticas da cidade estão passando por um novo momento político e estético. Cabe ao poder público acompanhar essas mudanças e alterar suas ações atuais frente a essa nova realidade.   

Referências

CRUZ, Getúlio Alberto Souza. O Polo Manaus e o desequilíbrio Intra-Regional na Amazônia Ocidental: o caso de Roraima. Dissertação Mestrado. Universidade Federal do Rio Grande do Sul; Porto Alegre, 2009.

SALLES, Cecília Almeida. Gesto Inacabado: processo de criação artística – São Paulo: FAPESP: Anablume, 1998.

GIL, Antônio Carlos. Métodos e Técnicas de Pesquisa Social. 5ed. São Paulo: Atlas, 1999.

_____. Revista do teatro da universidade de São Paulo. aParte XXI

JÚNIOR. José Simões de

Almeida. Considerações acerca do conceito de lugar teatral. IV Reunião Científica de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas. 2007.

_____. Cartografia Política dos Lugares teatrais da cidade de São Paulo - 1999 a 2004

 

 

      


 

[1] Ator, formado em bacharelado em Teatro pela Universidade do Estado do Amazonas – UEA.

[2] A crítica de processos criativos se difere da crítica tradicional, pois, dará foco para o processo de construção da obra e não somente para o resultado final. Neste sentido, tal crítica apresenta-nos um olhar voltado para a sua gênese, mergulhando em aspectos que até então eram ignorados pela crítica tradicional. Neste sentido, o crítico de processos criativos  acompanha de perto o trabalho do artista, os rastros que ele deixa ao (des)compor sua obra e produz sua crítica durante o acompanhamento do trabalho do artista.

[3] Para maiores informações, consultar: “O Polo Manaus e o Desequilíbrio intra-regional na Amazônia ocidental: o caso de Roraima.

[4] Para destacar alguns: Festival de Teatro da Amazônia; Festival Amazonas de Dança; Concerto de Natal; Festival de Ópera; Amazonas Film Festival (esse desativado desde 2014).

[5] Entende-se por espaço alternativo aquele que não foi construído para receber peças de teatro, mas que são adaptados para tal atividade. A “transformação” de casas, galpões, garagens em lugares teatrais é um exemplo disso. Espaços ocupados por artistas que são incorporados à vida cultural de uma cidade. Em Manaus, exemplos de espaços assim são: Ateliê 23 Cia de Artes Cênicas; Espaço Artrupe; Casa de Chico; Espaço Cultural O alienígena; A Sede; Espaço das Cias; Coletivo Akasha; Casa do Centro; Arte e Fato e Casarão de Idéias.

[6] Dado retirado na página: http://cidades.ibge.gov.br/xtras/perfil.php?codmun=130260 acessado às 15h10min no dia 01 de agosto de 2017.   

[7] O Sinttel, apesar de não ser um lugar voltado para a produção artística, cede parte do seu espaço para que os grupos e companhias possam utilizá-lo para apresentações, ensaios, reuniões, entre outros.

[8] Para ter acesso ao corpo do edital acessar o link: http://manauscult.manaus.am.gov.br/editais-2016/

[9] Na época da pesquisa o Espaço Casa de Chico funcionava no centro, mas por problemas de segurança fechou e voltará suas atividades ainda esse ano.

[10] As entrevistas foram gravadas e autorizadas por todos os entrevistados.

[11] Destacamos que o referido grupo não trabalha somente com teatro, mas possui um trabalho bastante diverso, trabalhando com dança, música, artes visuais, cinema e fotografia. 

[12] JÚNIOR, José Simões de Almeida Júnior. Considerações acerca do conceito de lugar teatral. IV Reunião Científica de Pesquisa e Pós-Graduação em Artes Cênicas.

[13] Entrevista realizada na sede do grupo Artrupe em de junho de 2016.

[14] Entrevista realizada na sede do grupo Artrupe em junho de 2016.

[15] Entrevista realizada na sede do grupo Artrupe em junho de 2016.

[16] Entrevista realizada no espaço Casa de Chico em maio de 2016.

 

Revisão de texto por Janaina Siqueira

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