ano 4, n. 1, abr. 2021

Pausa Onírica: um projeto de aproximação entre público e artista, a partir do universo dos sonhos e da facilitação de um ambiente artístico-criativo.

Aline Souza[1], Célia Barros[2] e Denise Batista Pereira Jorge[3]

Resumo

Entre junho e julho de 2020 a Caótica Coletiva realizou um intercâmbio entre público e artistas: a cada relato de sonho, o sonhador recebeu uma imagem inspirada nele e pôde conhecer um pouco sobre os processos criativos, tudo online e gratuitamente. Este artigo analisa as relações entre público e criadores, disparadas por essa Pausa Onírica, e reflete sobre questões de coautoria e  dicotomia entre público e artistas.

Palavras-chave: sonho, arte, processo criativo, coautoria, pandemia.

Introdução

A condição de isolamento e distanciamento social imposta pela pandemia da Covid-19 é de tal modo trágica e angustiante, que ainda é difícil entender seus impactos e imaginar perspectivas de futuro. Obrigados a permanecer em casa, vimos abrir um espaço-tempo inesperado, junto com a interrupção de nossos planos imediatos e a imposição da virtualidade digital como ferramenta de mediação com o mundo e as pessoas. A incerteza se evidenciou diante de um contexto sócio-político e econômico mundial caótico.

Tudo isso refletiu diretamente nos sonhos e no sonhar. Pesquisadores e pensadores como Christian Dunker e Sidarta Ribeiro perceberam que nossos sonhos ficaram mais intensos, longos e marcantes. “Tudo se passa como se tivéssemos nos aprofundando em nossos sonhos, como se eles tivessem sido convocados por este estado de realidade cada vez mais nebulosa e inacreditável” (DUNKER, 2020).

Nesse cenário se formou a Caótica Coletiva[1], que realizou entre março e julho de 2020 o Projeto Pausa Onírica, buscando no universo dos sonhos um espaço de intervenção artística. A ideia foi estimular uma interação entre o público sonhador e artistas, no qual sonhadores seriam co-criadores de uma imagem. Foram criadas 100 imagens a partir de 100 relatos de sonhos.

Este artigo relata as ações do Pausa Onírica, analisa as relações entre público e criadores disparadas por esse projeto e se propõe a refletir  sobre coautoria e dicotomia entre público e artistas.

   1. Uma Pausa Onírica: sonhos do dia ou sonhos da noite?

Ao fazermos o convite aos sonhadores, fomos questionados: sonhos do dia ou sonhos da noite?

 

A palavra sonho, do latim, somnium, significa muitas coisas diferentes, todas vivenciadas durante a vigília, e não durante o sono. [...] Todo mundo tem um sonho, no sentido de plano futuro. Por que será que o sonho, fenômeno normalmente noturno que tanto pode provocar o prazer quanto o medo, é justamente a palavra usada para designar tudo aquilo que se quer ter? (RIBEIRO, 2019, p. 19).

 

A configuração atual da vida desfavorece que se dê importância aos sonhos, mas a psicologia destaca sua importância para a saúde mental. Segundo Freud (2016), o sonho visa a realização de desejos inconscientes reprimidos, atua como guardião do sono e deve ser encarado como uma mensagem a ser decifrada para o mundo diurno. Jung (1986), preconizador da psicologia analítica, entende que o sonho pode trazer compensação à unilateralidade da consciência, na medida em que ele permite reconhecer um excesso de adaptação à realidade externa e nos mostra outras perspectivas de ser e estar no mundo. Apesar das divergências teóricas, tanto Freud quanto Jung entendem o sonho como uma ponte para o mundo interno, uma via régia de acesso ao inconsciente, e trazem  a interpretação dos sonhos e a busca de uma relação com o contexto de vida do sonhador como uma ferramenta terapêutica.

Segundo Hillman (2013), os sonhos são produtos imaginativos e devemos ir em busca deles em sua terra natal, lá onde o pensamento se move por imagens. Ele propõe que entremos no mundo dos sonhos e nos relacionemos com suas imagens, acariciando-as, sentindo seu cheiro, reconhecendo suas cores e suas texturas. Nesta perspectiva, em vez de tentar interpretá-lo, devemos continuar sonhando, deixá-lo flutuar com suas imagens enigmáticas.

Segundo Berry (2014, p.85), “a palavra grega para ‘sonho’ é oneiros, que significava ‘imagem’, não história –, então, colocar imagens numa narrativa é como olhar para um quadro e dele fazer uma história”. Na ambiguidade do sonho, a psique se apresenta num desfile de imagens que as palavras não dão conta. Lembrar de nossos sonhos, registrá-los ou contá-los a alguém oferece a possibilidade de mantê-lo vivo e de suas imagens permanecerem enigmáticas, gerando possibilidades de criação. Porém, para conseguir isso, é preciso arte, não para sonhar, mas para se lembrar dos sonhos (Hillman, 2013).

Com a quarentena, muitas pessoas se viram diante de um sentimento de urgência em preencher seu tempo a qualquer custo, mantendo-se na lógica do fazer e, consequentemente, distanciadas da reflexão. Sabemos que os processos criativos são potentes na criação de fluxos antes estagnados, por isso, para fazer frente às ações automáticas e irrefletidas, os processos auto criativos precisam ser estimulados. E é aqui que arte e psicologia se tocam profundamente.

Jung (1991) entende que a arte, em sua manifestação, é uma atividade psicológica e, por isso, é um tema de estudo para a psicologia. Ele enfatiza que a psicologia terá que se limitar à compreensão do processo psíquico da criação, em vez de tentar analisar a personalidade do artista por meio de sua obra ou de tentar alcançar a essência profunda da arte em si.

Os processos criativos estão presentes em diversas situações de nosso cotidiano, embora eles sejam frequentemente associados à realização de uma obra de arte e ou de um fazer artístico (OSTROWER, 2014). Segundo Jung (1991, §115), “o anseio criativo vive e cresce dentro do homem como uma árvore no solo do qual extrai seu alimento”. Ele destaca a autonomia do processo criativo e afirma que o artista, por meio de sua arte, traz à tona aquilo que a sociedade e a cultura estão necessitando.

“E se, a partir do relato de um sonho um artista te oferecesse uma imagem?”

   2. A troca onírico-criativa-virtual

Em março de 2020 o núcleo criador[1] do projeto Pausa Onírica começou a refletir sobre a relação entre arte e psicologia, focando principalmente temas como ações culturais, processos criativos e sonhos.

A primeira ação efetiva foi selecionar artistas dispostos a contribuir com a troca de maneira voluntária. Em seguida, foram realizados dois encontros com o grupo, para contextualizar a proposta e conceitos do universo dos sonhos. Criamos o cronograma de ações (figura 1), um e-mail, o site do projeto[2], as páginas nas redes sociais e o formulário para o recebimento dos relatos dos sonhadores. Em junho de 2020 o formulário foi aberto ao público.

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Figura 1. Fluxo da troca entre sonhadores e criadores.

A troca entre cada sonhador que enviou um relato de sonho e o artista que o recebeu, se deu via e-mail e aleatoriamente. Estabeleceu-se uma relação entre processos criativos onde a autoria se confundia e ao invés de uma hierarquia entre artistas e “não artistas”, tínhamos imagens sendo oferecidas para se transformarem em novas imagens. O processo criativo do sonhador se mesclava com o processo individual do artista que recebia o relato a partir das suas próprias referências, estabelecendo suas conexões e oferecendo respostas, sem qualquer pretensão de interpretar os sonhos. 

Neste intercâmbio se constituiu uma relação entre arte e público diferente, em um nível individual, num processo de co-criação que continuou após a troca, num encontro virtual entre sonhadores e artistas, momento em que sonhadores e criadores puderam se ouvir mutuamente sobre os seus processos de criação.

   3. Refletindo sobre  relação entre público e artista

 

Em  culturas não ocidentais a noção de arte tal como a concebemos e a dicotomia artista-público desapareceram. No Brasil as culturas indígenas tradicionais, ainda que sempre em transformação, propõem interações que envolvem toda a comunidade na criação de objetos de uso cotidiano ou ritualístico, de grafismos nas pinturas corporais, tecelagem ou confecção e pintura de artefactos. Apesar da complexidade técnica e das variadas funções dentro de cada sociedade, a figura do “artista” não existe, ela estaria repartida entre diversas pessoas, como no caso do povo Kaxinawa, em que “o xamã seria o especialista por excelência a saber transitar entre as diferentes manifestações dos seres” (LAGROU; SEVERI, 2013. p.12), inspirando-se em figuras geométricas percebidas durante a experiência visionária resultantes da ingestão de yajé. Já entre os Wajana a divisão de tarefas ocorre entre homens e mulheres:  “humanos e objetos são igualmente decorados porque compartilham uma série de faculdades, entre elas o antropomorfismo, uma vez que os artefatos são compreendidos enquanto seres corporificados, ou melhor, constituem corpos, integrais ou parcelados” (VELTHEM, 2013. p. 144). Na região do Acre, a associação cultural Mahku “se consolida como coletivo de artistas Huni Kuin que pesquisam e recriam artisticamente os cantos visionários do nixi pae (ayahuasca) e passam a ser convidados para uma série de exposições de artes visuais” (MATTOS; HUNI KUIN, 2017, p. 64).

Inspirado na possibilidade de diluir as noções de público e artista, o projeto Pausa Onírica se propôs a provocar uma dinâmica entre sonhadores e criadores. Ao enviar seu sonho, o sonhador tornou-se partícipe fundamental da “ideia” geradora de movimento, dissipando o carácter de genialidade do artista e de encomenda ou produto desenhado para solucionar os anseios do sonhador. O sonhador se dispôs a continuar sonhando, a partir da resposta do artista que ofereceu-lhe uma imagem que inevitavelmente era uma transcriação do relato, sem qualquer tentativa de interpretação.

Que outras percepções e relações são possíveis para além do “gosto”?

Na experiência com curadoria e mediação de exposições, onde o diálogo com o público acontece de forma direta, lidamos com a necessidade de satisfação de entendimento com relação às obras. Público e instituições cobram, de formas implícitas e explícitas, que informemos o “conteúdo ou o conceito das obras". Tal cobrança se deve a vários motivos, dentre eles a hierarquização de saberes por parte da arte contemporânea e do sistema de acesso às artes e à cultura, à falta de estratégias individuais para lidar com o desconhecido ou com o que não é formatado. Ora, quando trabalhamos com qualquer aspecto da aprendizagem sabemos que “entregar” conteúdos não só elimina qualquer processo criativo, como geralmente esse conteúdo reduz a leitura da obra a um único significado, que na maioria das vezes pouco “diz” efetivamente sobre a obra (RANCIÈRE, 2010). Na mediação,  nos vemos num dilema contínuo entre oferecer pontes de diálogo e manter o estranhamento necessário que possibilite gerar novas e outras compreensões, não só das obras, mas do mundo como um todo. Entendemos que a melhor saída é pela poesia, mais do que explicar, a ideia é gerar loopings poéticos geradores de novas proposições. 

Sobre a  noção de gosto, a discussão torna-se ainda mais complexa, pois, geralmente, ela se vincula com os contextos estéticos com os quais nos identificamos ou queremos nos identificar (BOURDIEU, 2007) ou ainda, em relação oposta, recusamos a nos relacionar e queremos excluir do nosso campo de convivência. Uma mediação em artes, nesse caso, precisa levar em consideração que todos os valores estéticos são válidos e que nenhum deles condiciona por si só a capacidade de pensamento crítico ou o nível de liberdade criativa. No entanto, da forma como nossa sociedade se encontra estratificada e segregada, é muito difícil não nos vincularmos  a determinadas fórmulas estéticas em detrimento de outras. No quesito gosto, não existe o neutro, por mais que exercitemos a “tolerância estética”. 

            No projeto Pausa Onírica, a troca pressupõe uma nova forma de relacionamento. O conteúdo que motiva a obra não está oculto, pois se gerou a partir dela. Ao ler o relato, os criadores se  apropriaram dele, a partir dos seus próprios contextos e processos individuais e ao criar novas imagens, criaram também novos enigmas.

 

   4. Diálogos entre sonhos e imagens

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Figuras 2 e 3 - À esquerda relato enviado por Júlia via formulário do  googleforms (fonte: Acervo Pausa Onírica). À direita, pintura a partir do relato. Artista Leo Alvim, acrílica s/ tela, 50 x 70 cm, 2020. (Fonte: Acervo do Artista)

O processo de criação da Pausa Onírica se deu em um campo diferente da exposição, onde o público se depara com trabalhos realizados nos mais diversos contextos abordando diferentes temáticas em espaços públicos. A virtualidade da tecnologia a que ficamos sujeitos durante a quarentena, nos possibilitou usufruir desta ferramenta a partir de uma proposta de intimidade. A troca entre a sonhadora Julia e o artista Leo ilustra bem tudo isso.

“To aqui desde ontem olhando a ilustração e meio sem entender hehehe porque tem muitos elementos nessa ilustração (...) que não estão no relato do sonho. Será que é mesmo a ilustração pro relato do meu sonho? Julia

Julia nos enviou o relato de seu sonho (figura 2) e recebeu uma imagem criada a partir dele (figura 3), mas não conseguia estabelecer uma relação entre eles. Ela ficou pensando que poderia ter recebido aquela imagem por engano. O que seria dela e o que seria do criador, nessa troca de imagens? O retorno do artista Leo, sobre o seu processo de criação a partir do sonho da Julia, enviado a ela, foi o seguinte:

“Quando terminei de ler o sonho da Julia, a imagem de Jesus crucificado perdoando o ladrão arrependido não saia da minha cabeça, e eu nem sou uma pessoa religiosa. Fiquei uma semana pensando em como transformar esse pensamento para que outros pudessem vê-lo. Fiz alguns rascunhos e nenhum me agradava… Deixei-a mais uns dias fermentando e pensando nesse “como”, até que me veio a pintura da Última Ceia, que precedeu o momento da crucificação, e senti que deveria seguir esse caminho.

Fiz alguns esboços e pensei em símbolos para colocar sobre a mesa que ainda carregassem o cristianismo, o vinho como o sangue, drogas como antagonistas, o peixe pra livrar dos pecados e Jesus oferecendo-os. Aos lados, duas pessoas, uma comparada a um animal com uma maçã na boca, a domesticação e a outra num pole dance, buscando uma dualidade com a primeira.

Sobre idealizar um mundo, bandidos maus, perdão, sequestro e morte. Gosto de escrever nas pinturas para que possa abrir para outros caminhos de interpretação. Tive algumas outras frases em mente que gostaria de ter escrito, mas “três dias de sequestro” me soou mais cabível, a cena falando sobre o momento antes da crucificação, do perdão e da morte, palavras que me guiaram no processo, com um texto tratando do ‘após’ ou mesmo do ‘durante’ estes ‘acontecidos’. O sequestro como a religião e os três dias como uma fenda”.

Eis a resposta de Julia:

 

“Sobre o desenho e o relato do Leo, eu fiquei muito encabulada, para falar boa verdade, porque o desenho fala de algo de mim mesma que eu achava que extrapolava o conteúdo do sonho, mas nosso inconsciente tem dessas peças que quando a gente acha que não mostra, vem a arte para nos surpreender... quando eu vi o desenho, achei fantástico, mas fiquei pensando exatamente que ele não podia ser meu, que eu não tinha mostrado o que ele estava colocando, mas lendo o relato: NOSSA!! Eu amei demais, Estou sem palavras. Gostaria de agradecer muito ao Leo, esse relato foi muito importante para mim!”

Na troca de emails com Julia podemos ver um diálogo entre a imagem sonhada e aquela produzida a partir do relato, que evidencia a dificuldade em se relacionar com as imagens para além da simples identificação ou do gosto, ao mostrarmos como o artista desenvolveu a pintura, a sonhadora pode se relacionar com a imagem dando início a novos processos criativos.

   5. Conclusões

O Projeto Pausa Onírica nos permitiu pensar e propor novas dinâmicas sobre o processo criativo, possibilitou a  ampliação de reflexões sobre a dicotomia da relação entre público e artista e a questão do gosto, além de favorecer o cultivo das imagens dos sonhos por meio da arte. O sonho, essa experiência humana relatada desde os mais antigos escritos e fruto de inúmeras pesquisas, trouxe a possibilidade de se estabelecer uma conexão entre público e artista que, distanciados fisicamente em razão da pandemia, foram reapresentados em um novo contexto.

A troca via e-mails e o encontro virtual entre sonhadores e artistas, permitiram a valorização da experiência do encontro entre artistas e público, num campo de intimidade, algo bastante raro no contexto das artes virtuais, onde o encontro se dá frequentemente em espaços impessoais com obras criadas a partir de processos mais ou menos distantes daqueles que serão seu público final. Mesmo quando pensamos em exposições virtuais em sites ou redes sociais, por mais que a experiência seja individual é difícil  estabelecer um diálogo entre artista-público.

No Pausa Onírica, a troca de imagens oníricas (relatos de sonhos) por imagens criadas a partir delas, permitiu que o público-sonhador tivesse uma ideia de como se dão os processos de criação.

Além disso, como pudemos ver a partir da troca de e-mails entre a sonhadora Julia e o artista Leo, houve uma troca inconsciente, via linguagem metafórica, que é aquela compartilhada pela arte e o mundo dos sonhos.

Trazer os sonhos para o campo da arte ofereceu uma nova dinâmica relacional entre público e artista e a  intensidade dessa experiência nos faz pensar o quanto a arte e seus processos criativos são importantes para construir um mundo onde as relações humanas possam, quem sabe, ser desmercantilizadas e desvinculadas do utilitário.

 

   Referências

BERRY, Patricia. O corpo sutil de Eco. Uma contribuição para uma psicologia arquetípica. Petrópolis: Vozes, 2014.

BOURDIEU, Pierre et DARBEL, Alain. O amor pela arte: os museus de arte na Europa e seu público. São Paulo: Editora da Universidade de São Paulo; Porto Alegre: Zouk, 2007.

DUNKER, Christian. Por que estamos tendo sonhos mais intensos e marcantes durante a pandemia? Disponível em https://blogdodunker.blogosfera.uol.com.br/2020/05/08/por-que-estamos-tendo-sonhos-mais-intensos-e-marcantes-durante-a-pandemia/

FREUD, Sigmund. Interpretação dos Sonhos. São Paulo: Companhia das Letras, 2016.

JUNG, Carl Gustav. O espírito na arte e na ciência. 3.ed. Petrópolis: Vozes, 1981.

________. A natureza da psique. 6. ed. Petrópolis: Vozes, 1986.

HILLMAN, James (2013). O sonho e o mundo das trevas. Petrópolis: Vozes, 2013.

LAGROU, Els; SEVERI, Carlo. Quimeras em diálogo grafismo e figuração. 1.ed. Rio de janeiro, 7 Letras: 2013.

MATTOS, A. P. de; HUNI KUIN, I. Por que canta o Mahku – Movimento dos Artistas Huni Kuin? GIS - Gesto, Imagem E Som - Revista De Antropologia, 2(1), 2017. Disponível em: https://doi.org/10.11606/issn.2525-3123.gis.2017.128974

OSTROWER, Fayga. Criatividade e processos de criação. Petrópolis: Vozes, 2014.

RANCIÈRE, Jacques. O espectador emancipado. Lisboa: Orfeu Negro, 2010

VELTHEM, Lucia Hussak van. Homens, Guaribas, Mandiocas e Artefatos. Alguns sentidos da pintura entre os Wajana (Wayana). pp. 139-161. In: LAGROU, Els; SEVERI, Carlo (Orgs.). Quimeras em diálogo: grafismo e figuração  nas artes indígenas. 1.ed. Rio de Janeiro: 7Letras.

[1] Consultora e pesquisadora de inovação pelo CNPq e Sebrae, é produtora cultural e formada em administração pela ETEP Faculdades. Há 10 anos trabalha com ações nas áreas de teatro, performance, filosofia, entre outros. É co-idealizadora de projetos como: Filosofia de quinta, Pausa onírica e 10 minutos para você – uma performance afetiva. Integrante do Coletivo Entre 8 e da Caótica coletiva.

[2] Artista visual, curadora e educadora. Mestre em Produções artísticas e investigação pela Universitat de Barcelona. Dirige a produtora cultural Homens de Saia – Utopias possíveis que desenvolve projetos de exposições onde articula ações de curadoria e mediação em arte contemporânea.

Foi curadora do 14º Salão Nacional de Arte de Itajaí, na Fundação Cultural de Itajaí, em Santa Catarina. Atualmente desenvolve os projetos Pausa Onírica e Latente Incomum com foco nos processos criativos e relações entre público e criadores.

[3] Psicóloga e analista Junguiana (SBPA/IAAP).

Doutora em Psicologia Social IP-USP, publicou o livro "Jardim, pedra, mar: um lugar com alma". Coordena o Arché Núcleo de Psicologia Analítica em (Jacareí - SP), cujo objetivo é levar a psicologia para além da clínica. Se interessa pelos temas: alma do lugar, imaginação, arte e psicologia, sonhos. Integrante da Caótica coletiva. Co-idealizadora do Projeto Pausa Onírica.

[4] Coletiva criada por um grupo de doze artistas, uma psicóloga e uma produtora cultural, em Março de 2020, com o objetivo de realizar ações virtuais promovidas pelo Projeto Pausa Onírica.

[5] Uma artista, uma produtora e uma psicóloga

[6] pausaonirica.com

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